1- O Pão Nosso de Cada Estudante
Desde há 3 dias que anda a tentar sentar-se, finalmente, para começar a fazer o trabalho académico que tem que entregar dentro de uma semana, mas está a chegar à conclusão que o mundo conspira contra si, para o adiar, adiar, adiar…Vejamos, ainda agora, acabou de sentar-se, mentalizado que hoje é que era o dia de começar, que não iria adiar mais, e eis que ficou com vontade de ir à casa de banho. Levanta-se, vai à casa de banho e aproveita vai também à cozinha ver se há alguma coisa interessante no frigorífico para comer, enquanto irá urdir o seu trabalho. De volta à folha em branco, e com uma banana na mão que está prestes a ir comê-la, eis quando recebe uma mensagem de alerta do Instagram. Oh, claro, tem que ver, afinal também são 2 segundos e não vai fazer diferença. Só que, os 2 segundos, transformam-se em mais de meia hora, por que deixou-se envolver no feed encantador que lhe era apresentado. Quando se apercebeu, ficou irritado pela falta de controlo, mas não é que, justamente quando ia sair do Instagram, aparece justamente aquela amiga que já não via há séculos que diz que precisa muito falar consigo? E, claro, você não consegue dizer que não. A amiga, para mal dos seus pecados e do seu tempo a voar, está com a vida virada do avesso e resolveu contar-lhe tudo, tim-tim por tim-tim. Até que a amiga começa a chorar e você, cheio de pena, propõe-lhe irem tomar um café, ou darem um passeio à beira mar para ela espairecer. Ela aceita. Você diz para si mesmo, o trabalho pode esperar, afinal uma amiga precisa desesperadamente de mim, e é minha obrigação ir ter com ela para a confortar pessoalmente. Acabou até por ir jantar com a amiga e só a deixou em casa, em segurança e com as lágrimas secas, já eram quase 22:30. Quanto chegou a sua casa, emocionalmente desgastado, embora contente por ter ajudado uma pessoa, a última coisa que lhe apetecia era trabalhar no estudo que tinha que fazer. Mas, mesmo assim, ainda tentou, mas a sua cabeça estava longe, e achou melhor deixar para amanhã, bem cedo, com a cabeça fresca.
“Nada é tão fatigante como a eterna espera de uma tarefa incompleta.” William James

Quem já não passou por uma situação semelhante? É sabido que é da natureza humana afastar-se da dor e aproximar-se do prazer, já agora. Assim, procrastinar é um problema que afeta muita gente, e parece que a culpa é do nosso cérebro.
Por procrastinação entende-se o hábito de deixar as atividades relevantes/importantes para a nossa vida pessoal/profissional para o último instante, ou seja, vai-se esticando as tarefas até ao limite. É o tão conhecido “ainda tenho muito tempo” usado pelos procrastinadores. É fácil justificar a ideia de que não precisam começar um estudo quando, por exemplo, a data da sua conclusão ainda permite um tempo de folga. Ou então, deixarem arrastar as contas do IVA, quando a data foi adiada (mas parecem se esquecer que teem que tratar de todos os documentos, para que no prazo de entrega esteja tudo em ordem!). Depois, há também que contar com os imprevistos, coisa que os procrastinadores não são particularmente sensíveis a esses empecilhos, que a seu ver só acontecem aos outros.
1.1. Causas da Procrastinação
Para muitos entendidos, a procrastinação nada mais é do que pura preguiça. Até pode ser, mas haverá outras razões que atormentam os universitários, comprometendo o seu desempenho na altura de fazerem os seus trabalhos académicos. E uma dessas razões tem a ver com a falta de disciplina. A partir do momento em que os estudantes deixam de ter alguém que os obrigue a cumprir os seus TPC como quando estavam numa fase escolar em que isso era cobrado, os universitários infelizmente não levam para as graduações e pós-graduações a inerente responsabilidade de conclusão de tarefas diárias. Por outro lado, o perfeccionismo, eterno aliado da insegurança, levam a que alguns estudantes tenham não consiga estar à altura dos que lhes é pedido e, até de defraudar expetativas.
1.2. Parar de Procrastinar
Infelizmente, nas situações referidas, os resultados são sempre os mesmos. Ou seja, uma imensa decepção e a sensação sentida pelo estudante de que poderia ter tidos melhores resultados académicos, caso se tivesse se aplicado mais. Deixamos algumas dicas que ajudar-te a aumentar a tua produtividade na hora de fazer os seus trabalhos académicos.
A. O que o Motiva?
Nada melhor do que encontrar o que nos motiva, para pôr de lado definitivamente a procrastinação. Trace os objetivos que pretende atingir, pense na melhor estratégia para os concretizar, descobrindo como lá chegará. Pense no seu futuro e liste o que pretende para o seu futuro: cada vez que se sentar para estudar, visualize esses desejos/objetivos.
B. Elabore um Cronograma
Elabore um cronograma de estudos bem planeado, e tente cumpri-lo integralmente. Será um grande desafio, pois criar um cronograma é diferente de cumpri-lo, e esse é o constante desafio para os procrastinadores.
C. Abandone as Distrações
Os estudantes mais velhos, vão passando esta dica para os mais novos, todos os anos letivos. Prepare um local para estudar calmo, organizado e silencioso (uma biblioteca pode ser uma boa opção), e desligue o smartphone.
D. Gostar de Trabalhar sob Pressão
Facilmente se constata que as muitas pessoas que dizem preferir trabalhar sob pressão, afirmando que tem um maior rendimento, não passam de procrastinadores disfarçados.
2. Bazuka para Combater a Procrastinação
1ª Arma: DECISÃO, é importante que reconheça quando procrastina e assuma que tem um problema para resolver. Em vez de negar a situação, dê o corpo às balas e assuma as suas obrigações, ou seja, assuma um compromisso e não desista dele, custe o que custar.
2ª Arma: DETERMINAÇÃO, é o empurrão que o faz passar pelas horas intermináveis e lugares pouco confortáveis que o levam a ponderar adiar a sua obrigação. É também o compromisso de levar a atividade ao fim, dentro do prazo estabelecido.
3ª Arma: DISCIPLINA, deve usar a disciplina, tal como a usa noutras áreas da sua vida, seguindo um sistema de gestão de tempo ou cronograma, a fim de manter as etapas dos seus compromissos e funcionando, assim, como um excelente motivador, para começar e permanecer no curso.
